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Pistas de pouso na área rural são extintas para evitar tráfico de drogas


Produtores rurais do Triângulo Mineiro estão colocando fim nas pistas agrícolas para tentar impedir que aviões clandestinos pousem em suas propriedades para descarregar drogas. A região é conhecida pela Polícia Federal (PF) como a principal entrada aérea de cocaína no Brasil. A estrutura montada na área rural, de livre acesso, atrai as quadrilhas pelo baixo risco para uma atividade que movimenta muito dinheiro.

Segundo a Polícia Federal, cada avião pousa carregado com cerca de R$ 3 milhões em drogas. As investigações apontam para uma média de 100 pousos por mês na região. O delegado Carlos D’Ângelo explica que o tamanho das aeronaves e o voo em baixa altitude dificultam o controle. “A força aérea hoje nos atende, sempre que possível, mas ela não se vê em condições de fazer esse monitoramento do espaço aéreo 24 horas por dia em todo território nacional. Agora a nossa crença é que tendo rotas já previamente identificadas, até pela própria polícia, deveria haver um maior acompanhamento desses órgãos de controle do espaço aéreo”, disse.

Em maio deste ano, uma operação da Polícia Federal de Uberaba resultou na apreensão de 234 quilos de pasta-base de cocaína e a prisão de cinco suspeitos, em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro. Eles foram detidos em flagrante no momento em que tentavam descarregar o produto.

Na fazenda onde Antônio Carlos Apolinário é gerente, a soja tomou conta da pista, que existia há mais de 15 anos. “Era uma pista agrícola e uma pista também que era usada pelo dono da fazenda. Tivemos que acabar com ela, porque trazia uma insegurança muito grande para nós aqui da região. Chegava o fim de semana, descia aqueles aviões com carga, que sabemos que é traficante”, contou.

A mesma estrutura era comum em Campo Florido. O município do Triângulo Mineiro é um dos principais produtores de cana de açúcar, cultura que depende da aviação para aplicação de agrotóxicos. "Na verdade, eu preciso de mais pistas. Mas a recomendação da associação, visando à segurança do próprio produtor e dos seus colaboradores, é que aquelas pistas mais isoladas, com menos movimentos, sejam eliminadas", afirmou Rodrigo Piau, coordenador agrícola da Canacampo.

Em relação aos questionamentos sobre o tráfico de drogas aéreo, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer) informou, por meio de nota, que não é de responsabilidade da Força Aérea Brasileira (FAB) fiscalizar o transporte de ilícitos, pois a função cabe à Polícia Federal, como previsto no parágrafo 1° do artigo 144 da Constituição Federal. O centro também comunicou que o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) não reconhece a região do Triângulo Mineiro enquanto rota intensa de atividade de voos irregulares.

Na nota, o Cecomsaer afirma que a FAB tem como missão manter a soberania do espaço aéreo nacional, vigiando e deslocando, quando necessário, aeronaves para policiamento aéreo. Para isso, na região do Triângulo Mineiro, a FAB mantém três radares, que estão localizados em Tanabi (SP), Três Marias (MG) e Gama (DF), além de aeronaves de defesa aérea estrategicamente alocadas.

Sobre as apreensões na região, o órgão esclareceu que, muitas vezes, são resultados de um trabalho de cooperação entre o Comdabra e os órgãos de segurança pública, por meio do fornecimento de dados sobre os voos que podem ser objetos de investigação.

fonte CBN (foz do iguaçu) via notimp







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